Solo exhibition at Serralves Museum, Oporto 2019
Curated by Ricardo Nicolau
©Filipe Braga, courtesy Serralves Museum
Estufa Fria, Lisboa.
com o apoio BoCa Bienal e PLMJ.
doze composições gráficas
Tinta acrílica sobre parede
Vistas da exposição Haus Wittgenstein, MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Lisboa (Galeria Principal, 06-11-2018 – 25-02-2019).
Fotografias de Bruno Lopes. Cortesia de Fundação EDP.
Views of the exhibition Haus Wittgenstein, MAAT – Museum of Art, Architecture and Technology, Lisboa (Main Gallery, 06-11-2018 – 25-02-2019).
Photographs by Bruno Lopes. Courtesy of EDP Foundation.
solo exhibition at Balcony Gallery, Lisboa - Maio e Junho 2018.
Fotografias cortesia Balcony Gallery ©Bruno Lopes
Tinta acrílica sobre alcatifas, acrílicos, vinis recortados a laser.
SP Arte - São Paulo, secção SOLO com Balcony Gallery, Abril 2018.
©Everton Ballardin
©Balcony Gallery
Tinta acrílica e vinho tinto sobre camisola de algodão, suporte de acrílico.
65x90 xm
Exposição colectiva “New Work” na galeria Balcony, Lisboa.
22 de Setembro a 11 de Novembro de 2017.
©João Neves
Acrílico sobre parede, vinil, reprodução fotográfica, moldura / Acrilic, vinyl, photographic reproduction, frame.
© Créditos fotográficos / Photographic Credits
Reprodução fotográfica da obra de Guilherme Santa-Rita, “Cabeça”, c.1913, óleo sobre tela, Inv. 2963, Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, Direção-Geral do Património Cultural / Arquivo de Documentação Fotográfica (DGPC/ADF) / Photographic reproduction of Guilherme Santa-Rita, “Cabeça”, c.1913, oil on canvas, Inv. 2963, Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, Direção-Geral do Património Cultural / Arquivo de Documentação Fotográfica (DGPC/ADF).
“Género na Arte - Corpo, Sexualidade, Identidade, Resistência”
Museu Nacional de Arte Contemorânea - Museu do Chiado
Curadoria de Aida Rechena e Teresa Furtado
20 de Outubro de 2017 a 11 de Março de 2018
acrílico sobre impressão digital sobre tela
acrílico sobre parede
dimensões variáveis
2017
Trabalho apresentado na exposição DouBle Stereo #8 com Nicolas Canot
Dimensões variáveis
Tinta acrílica preta (ivory black)
Fonte tipográfica Theinhardt
Exposição “O que Eu sou” MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia,
Lisboa (Central 2, 21/03 – 22/05/2017).
Fotografia: Bruno Lopes. Cortesia: Fundação EDP.
Bregas, Lisboa Novembro 2016
Composições gráficas pintadas a acrílico na montra do estúdio Bregas.
Ac´rilico sobre vidro
230x450 cm
Rollup’s com impressões digitais
200x85 cm cada
2016
Apresentados na exposição Black Dolphin no Primeiro Andar - Louvre Michaelense inserido no Walk&Talk - Açores entre 15 a 31 de Julho de 2016, com Tiago Alexandre.
Fotografias de Rui Soares, cortesia Walk&Talk.
Projecto inserido na exposição colectiva “Babel” Na galeria Miguel Justino em Lisboa entre 21 de Janeiro a 5 de Março de 2016.
Sobre padrões, que podiam ser algorítimos, múltiplas janelas abrem-se como caminhos surgem num labirinto, que nos fazem andar às voltas, a fazer um percurso mais longo, ou então a perder-nos para sempre.
De um quarto - da ficção - que poderia ser o quarto de qualquer rapaz “milenar” ao espaço das clouds, onde a paisagem se torna ruído e tudo é vazio.
Os lugares confundem-se. As dimensões também. E o tempo, claro.
No meio de tantos estamos sozinhos, ou entretanto sozinhos nos perfis abstractos, não reconheço ninguém mas contudo tornam-se objectos de desejo. Prazer curto, sem significado.
Uma malha deserta que dificulta alcançar, como uma bebedeira torna o caminho longo e traiçoeiro, e o olhar engana, miragens que são o retrato de quem navega.
Um oceano de emoções, onde não sinto nada.
Não sabem como se expressar, mas mandam-me imagens de expressões amarelas.
Uploads movíveis para conhecidos que nunca vi, enquanto passo e olho para estranhos que vejo todos os dias, no café, na rua, no metro, em casa.
Repete a música, a batida não muda, e não percebo o que cantam.
Pedem para tirar a roupa, e tiram.
Querem sair, mas não sabem onde fica a porta. Nem sequer para onde ir ou o que fazer.
Não perguntes, deixa doer.
Dá para passar a janela ou ficamos aqui a ver?
Pena é ficar só a pensar sem ter.
I Have a Drone (Andy’s Room)
óleo sobre tela
50x65 cm
2015
Lonely Cloud (Andy’s Room)
30x30 cm
óleo sobre tela
2015
Without you (Andy’s Room)
óleo sobre tela
50x50 cm
2015
Google me
óleo e fita cola de papel sobre tela
30x60 cm
2015
Internet Explorer
óleo sobre tela
38x38 cm
2015
Do you know my poetry?
óleo sobre tela, acrílico sobre madeira, e pregos de cobre.
15x100 cm
2015
óleo sobre tela, 40x50 cm cada pintura
2014
Apresentado na exposição “Uma linha dividida em duas partes” com João Pedro Trindade e a curadoria de Luísa Santos, na Kubik Gallery - Porto.
Fotografias de Catarina Oliveira.
Tinta acrílica, óleo sobre tela de algodão, corda de algodão, e mosquetão.
250x500 cm
Apresentado na exposição “Face à Bandeira: Expedição ao Inferno” com Carmo Osul, Hugo Soares, Jérémy Pajeanc, e Maria Trabulo, em Fevereiro de 2015, nos Maus Hábitos - Porto, no âmbito do projecto Expedição.
Pensa-se que as Zebras têm listras no corpo como uma adaptação para se camuflarem na vegetação, ou estando em grupo parecer um animal maior porte, protegendo-se assim de predadores. Esta questão não é consensual pois são levantadas dúvidas quanto à eficácia do listrado preto e branco enquanto camuflagem, pois também é usado para tornar visível, veja-se a roupa de prisioneiros ou alguns sinais de trânsito. Contudo, numa rápida pesquisa na internet sobre Zebras, rapidamente somos linkados para artigos sobre a famosa e curiosa Dazzle Camouflage. Este tipo de camuflagem, desenvolvida por um zoólogo com a colaboração de artistas, foi usada em barcos durante a Iª Guerra Mundial, não funcionava de forma a esconder na paisagem, mas a criar um efeito visual que distorce a perspectiva, dificultando assim a tarefa de calcular a velocidade e a direcção para fazer pontaria e atingir. Também no inicio do século XX foram feitas algumas experiências para fardas militares baseadas no listrado da Zebra.
Remete-me para a roupa de montanha, que ou é colorida, por vezes com combinações berrantes, ou então discreta, com cores que permitem a dissuação na natureza, a dita camuflagem. Ambas têm a sua razão, a primeira para ser visível no caso de perda ou acidente, a segunda para a integração na paisagem.
Michel Pastoreau apresenta um estudo sobre o uso do listrado e das riscas ao longo da história no livro “O tecido do Diabo”, onde embora o seu significado tenha sido alterado ao longo dos anos, esteve sempre conotado à transgressão de ordem social ou cultural, carregando um carácter depreciativo, marginal, e por vezes diabólico. Desde a Idade Média até aos dias de hoje encontramos exemplos associados à transgressão ou do que vive à margem da sociedade, como os leprosos, as prostitutas, usado em trajes para distinguir aqueles com profissões inferiores, como símbolo revolucionário, veja-se a bandeira francesa e americana, associado ao crime, pelas fardas do prisioneiros, os fatos dos gangsters, e as grades da prisão. Hoje é comum usar as riscas como sinal de perigo ou atenção, nos sinais de trânsito e carros de polícia por exemplo.
Assim, em Expedição ao Inferno, veste-se o traje adequado à festa, esperando que no fim, tal como n’A Divina Comédia de Dante Alighieri, a descida valha a pena.